Mano analisa gols sofridos pelo Cruzeiro e diz que atletas não podem ser crucificados

O Cruzeiro fazia bom clássico no Mineirão e vencia por 1 a 0. Além do gol de Thiago Neves, marcado aos 30 minutos do primeiro tempo, o lateral-esquerdo Diogo Barbosa e o meia-atacante Alisson haviam criado boas chances. Na segunda parte, mais domínio cruzeirense. Dessa vez, Rafinha, em chute no travessão, e novamente Diogo Barbosa, que exigiu boa defesa de Victor, foram os responsáveis pelos ataques. Tudo parecia sob controle para a Raposa, até que, aos 15min da etapa final, o baixinho Otero – de 1,65m – se aproveitou de falha da defesa celeste e marcou de cabeça. Ele ganhou no jogo aéreo de Diogo, 14 centímetros mais alto. Aos 21min, Robinho virou para o Atlético. O lance começou em roubada de bola de Fábio Santos, que se antecipou a Elber após saída errada da defesa azul. Aos 35min, Robinho apareceu mais uma vez: driblou Ezequiel e colocou a bola na gaveta, fechando o placar em 3 a 1.
O técnico Mano Menezes analisou os gols sofridos pelo Cruzeiro e pediu para que seus comandados não fossem crucificados. No lance envolvendo Elber, segundo o comandante, a bola foi passada em condição desfavorável para o meia-atacante dominar.
“Quero dizer para o torcedor que Elber não teve culpa da bola que chegou curta para ele e Fábio Santos se antecipou. A jogada saiu errada lá de trás e não é culpa de Elber não. Vamos com calma, não temos que procurar culpados aqui não. Acontece, aconteceu. As escolhas são feitas pelos atletas e às vezes você não faz a melhor. Mas não é porque você faz uma escolha errada, no campo de ataque, que a coisa termina lá e você é o culpado e tem de ser crucificado por um gol que sofreu. Nós somos os culpados pela derrota. Todos nós”.
Em relação à jogada de Robinho em cima de Ezequiel, Mano afirma que a cobertura no lado direito do setor defensivo deveria ser mais firme. O detalhe é que ele substituiu o volante Henrique pelo atacante Rafael Marques um minuto antes de a equipe sofrer o terceiro gol.
“A marcação que você faz na linha de quatro quando a jogada inicia do outro lado, o jogador da última linha, no caso Ezequiel, precisa fechar. Robinho é que teve o mérito de dominar a bola e definir muito bem. O pecado foi não ter uma cobertura por dentro quando ele trouxe (a bola). Se tivéssemos a cobertura, obrigaria o jogador a levar para a linha de fundo. A gente olha bastante televisão. Robinho já deve ter feito uns 100 gols com essa bola dominada para dentro. Quando a bola chegou ao Robinho, deveríamos ter outras atitudes”.

Com o revés no Mineirão, o Cruzeiro viu cair por terra uma invencibilidade como mandante que já durava mais de quatro meses. Foram 16 partidas sem perder – oito vitórias e oito empates. O último tropeço até então havia ocorrido contra a Chapecoense, em 4 de junho, pela quarta rodada da Série A: 2 a 0.

Na quinta colocação do Brasileiro, com 47 pontos, a Raposa só entrará em campo na próxima segunda-feira, dia 30. Às 20h, o time enfrentará o Palmeiras, no Allianz Parque, pela 31ª rodada da competição.